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sexta-feira, 14 de março de 2008

Verdades, mentiras e luta de classes: duas pequenas análises televisivas


Passei este ultimo final de semana na casa da minha namorada. Como sempre, a tarde de domingo se tornaria meu maior pesadelo...
Depois de gastar toda a bateria do notebook combatendo o crime em Los Angeles (eu sou elite no S.W.A.T. rapá!!), ler o todas as matérias das minhas revistas que estavam lá, e constatar que não tinha trazido nenhum livro, cheguei a horrenda conclusão que me restava a televisão como único entretenimento possível. Sem muita alternativa, me acomodei no sofá e fiquei esperando pra ver o que ia passar. Curiosamente, até que não foi tão ruim (quer dizer, foi horrível, mas pelo menos deu pra tirar algum proveito – que nem quando se come espinafre :-P) e meu domingo televisivo deu caldo para dois pequenos artigos. Que a minha agonia sirva para entretê-los e instruí-los, ó leitores!!


:-P

As verdades e Mentiras de Agnaldo Timóteo

Existe um programa no SBTrolha chamado “Nada Além da Verdade”, onde (sub-)celebridades submetidas a um detector de mentiras respondem a perguntas (constrangedoras ou não) feitas pelo homem do Baú. Se contar sempre a verdade (ou for muito bom mentiroso), o mané pode faturar um premio de até 100 mil reais (hummm é do Silvio... será que é em “barras de ouro que valem mais do que dinheiro”??).
Em outras ocasiões já tinha visto parte desse programa (como quando a Mara Maravilha se ferrou haiuhaiuahiuahuihaiu). Aliás, o “detector de mentiras” parece ser a nova coqueluche televisiva, sendo explorado a exaustão por diversos canais e programas toscos...

Mas voltemos ao assunto principal. A vitima da vez era Agnaldo Timóteo, conhecido mala sem alça e metido a besta. Apesar de achar ele um porre (ou principalmente por isso), resolvi assistir o programa na ânsia que ele desse um “escorregão” e se... (como seria o termo?)... se fodesse (é, era esse mesmo o termo).
Mas as coisas não estavam caminhando da forma que eu queria...
O baixinho respondia com desenvoltura as perguntas mais cabeludas: se já tinha feito “trafico de influencia”, se era a favor da pena de morte, se considerava-se o cara mais esperto da família...
Ele não tinha medo de expor nenhuma de suas opiniões, e eu já estava achando que ficaria sem a preciosa satisfação de vê-lo tomar no “butão”... mas quando já estava sem muitas esperanças, na penúltima pergunta do programa, Agnardo Trimóteo é pego pela maquina!! E por uma pergunta que parecia nem tão “ameaçadora” assim (P:"você acha que seus amigos o consideram chato" R: sim)!!

Entender como Agnaldo se ferrou é o que propõe esse artigo (sim, essa era só a introdução :-P). Se não viu o programa e quer entender melhor a coisa, veja ele pelo youtoba. Se não, ao menos assista ele se ferrando (anexo no topo do artigo).

Como funciona o detector de mentiras

O detector de mentiras (Polígrafo, para os íntimos) é um conjunto de equipamentos que mede alterações físicas na pessoa avaliada (batimentos cardíacos, a pressão arterial, a freqüência respiratória etc). Os resultados obtidos são avaliados por um profissional especializado, que assim determina se as mudanças corpóreas indicam uma mentira ou não.
Geralmente os resultados obtidos com a maquina são bastante confiáveis, mas - como tudo na vida - nunca infalíveis. Se quiser saber um pouco mais como funciona o breguete antes de ler meu artigo, clique aqui.

O desempenho geral de Agnaldo Timóteo

Pra quem assistiu o troço (pela TV ou pelo Youtube), deve ter notado como ele não tem papas na língua para as perguntas mais escabrosas. Então como ele se ferrou com uma pergunta tão “bobinha”?
A primeira resposta possível é que o Polígrafo se equivocou. É uma possibilidade. Mas é uma possibilidade pequena (além do fato que eu não perderia tempo escrevendo esse artigo se eu acreditasse nisso).
Outra possibilidade é que Timóteo tenha conscientemente mentido, sabe-se lá porque. Acho improvável. Ele respondeu convictamente perguntas piores, alem do fato de que se respondesse “não, meus amigos não me consideram uma pessoa chata”, seria ainda melhor para ele (que "se acha" pra caralho). De toda forma, reitero que isso é bastante improvável.
Então, o que teria acontecido para que Timóteo se estropiasse? Tenho duas pequenas teorias...

1ª teoria: “merda... eu sou mesmo...”

O polígrafo é um conjunto de vários aparelhos de avaliação médica. Como é um conjunto de trambolhos bem pouco “fotogênicos” (e para evitar que o “Nada além da verdade” pareça com cenas de “Jogos Mortais”) os testes no detector são feitos antes do programa em si. Nessa etapa, a “celebridade” responde varias perguntas (mais do que responderá no programa em si).O convidado não sabe se o que respondeu foi dado como verdade ou mentira, e 20 das perguntas feitas anteriormente são repetidas no programa. Sendo assim, o polígrafo não avalia a resposta dada no programa, mas sim a mesma resposta dada anteriormente pelo participante.

Então vamos a alguns fatos facilmente confirmáveis: 1- o polígrafo pode ser “disparado” por outros fatores que causem alteração nos sinais físicos (como stress, insegurança). 2- Agnaldo Timóteo se acha o “gostosão da bala chita”. Agora imagine o seguinte: questionado sobre a própria chatice (assunto o qual ele nunca deve ter pensado a respeito, já que, a priori, todo chato nunca se acha chato), Agnaldo foi obrigado a pensar sobre o assunto (e assim responder). Como não é burro (não muito), ao refletir, ele chegou a conclusão que é sim um chato. Só que ao mesmo tempo que respondeu sinceramente, a constatação de tal fato o deixou “nervoso” (nada é pior para um chato do que a consciência da própria chatice). Assim sendo, as alterações físicas causadas pela decepção de se descobrir um chato fizeram com que o polí (detector de mentiras, para os ainda mais íntimos :-P) acusasse a resposta de Timóteo como mentira, embora ela fosse uma tremenda duma verdade – e a verdade quase sempre dói (ui)...

2ª teoria: “sei que sou chato, mas sou tão legal”

Uma coisa que fica bem clara durante o “Nada Além da Verdade” com Timótinho, é que Agnaldo é uma pessoa que efetivamente, “se acha”. Ele não é daquelas pessoas que fingem autoconfiança e arrogância (sim, tem pessoas assim), mas acredita piamente em suas próprias qualidades e opiniões (por mais absurdas que possam parecer aos olhos dos outros). Talvez a percepção que ele possua sobre ele mesmo possa ser equivocada, mas é efetivamente sincera.

Então como raios ele errou ao responder aquela pergunta??

Existe uma pequena teoria minha que envolve o “sentir X saber”. Ainda não a desenvolvi plenamente, mas trata essencialmente da ambigüidade humana; de conhecimento lógico versus percepção sensível.
Resumindo bem a bagaça: sentimentos e conhecimento são coisas diferentes. Ex: eu sei que as possibilidades de eu morrer trocando a lâmpada são ínfimas, mas mesmo assim tenho medo de altura; a moça sabe que o namorado é um tranqueira, mas mesmo assim ama ele; uma mãe sabe que é impossível ela ser culpada pela morte acidental do filho, mas mesmo assim ela se culpa, etc.
Bem, acho que deu pra entender o conceito geral... voltemos a Agnaldo Timóteo.
Ao ser questionado sobre sua própria chatice, ele foi obrigado a pensar a respeito do assunto... Chegou a conclusão que era chato sim (obvio), e respondeu o que pensou ser a verdade (só que o polígrafo acusou como mentira). Mas perae... se ele respondeu com sinceridade, por que a maquina acusou como mentira??
Ora, caros leitores, pela diferença entre saber e sentir. Agnaldo sabe que é chato, mas não se sente sendo chato (senão deixaria de ser chato, pois ser chato é muito chato:-P). sua resposta expressou uma conclusão lógica, mas esta longe de refletir a opinião real que ele tem sobre si mesmo (que, como se pode constatar pelo resto do programa, é extremamente superlativa). E sem ao menos se dar conta disso, Agnaldo mentiu para o polígrafo, perdeu uma boa grana, e deixou a tarde desse nerd um pouco mais divertida. Até que ver televisão é legal as vezes, não? XD


A luta de Classes no "Domingo Legal"

Pouco depois, ainda no canal do homem do Baú, começou o já tradicional (e maldito) “domingo legal”. Os quadros do programa do Gugu sempre seguiram a mesma estética mequetrefe de sempre, que é a de provocar ou estimular emoções baratas no espectador (geralmente das classes C, D, E... até Z :-P). Assim sendo, geralmente o programa se sustenta encima de quadros melodramáticos ou apelativos (não é só o Gugu que faz isso: Luciano Huck, por exemplo, faz a mesma merda. Mas por parecer menos brega e ter um cenário melhor, são poucos os que consideram Lucianeta “apelativo”).
Um dos quadros mais “imprensa marrom” do programa do Gugu é um chamado “Aconteceu Comigo”, onde geralmente é contada uma história bregodramatica de “superação”, como o caso do menino que foi atropelado duas vezes.
Refém das circunstancias (não existe nada mais aterrorizante do que outra pessoa com o controle remoto :-P), me vi obrigado a assistir o programa. O que eu definitivamente não esperava era que veria um exemplo perfeito de luta de classes ali...

Luta de Classes é um conceito marxista. Basicamente, se refere a um conflito entre duas classes sociais opostas (Dominantes X Dominados). Apesar de eu não ser Marxista, e da minha interpretação da “Luta de Classes” ser ligeiramente diferente da Marxista (um dia ainda falarei melhor disso), esse é um dos conceitos em Ciências Sociais que eu mais respeito.
Mas mudemos de assunto por hora... vamos falar de literatura!!
Na opinião de muita gente (a minha inclusive), a melhor metáfora sobre esse embate foi mostrado na obra “A maquina do Tempo”, do escritor H.G. Wells. No referido livro, ao viajar para o futuro, o personagem central se depara com uma “sociedade” dividida entre dois seres distintos: os Eloi (frágeis, felizes e bobinhos) e os Morlocks (seres monstruosos e repulsivos do subterrâneo).Na trama, os Elois vivem numa condição de “mordomia aparente”, enquanto os Morlocks são condenados a viver em condições precárias... em compensação, os Morlocks capturam vez ou outra um Eloi babão para comer (no sentido gastronômico mesmo :-P). Se você não for retardado já deve ter entendido que os Elois simbolizam a elite, enquanto os Morlocks, o povão.

Agora, voltemos nossa atenção novamente para o quadro do “Domingo Lerdal”. A história exibida nessa edição era sobre um menino na faixa de 13 anos que praticava corrida de Kart (aparentemente, era semi-profissional) e fora ferido na área do peito por uma linha de pipa contendo cerol (o estrago foi feio. Cortou ligações musculares, veias e até osso). Como é de praxe, apesar das dificuldades passadas pelo garoto, ele foi atendido no Hospital Albert Einstein e tudo correu bem - e eles foram felizes para sempre :-P.

Ai você se pergunta: “Mas o que essa porra tem a ver com luta de classes??” Tudo, eu lhe respondo.

Se um garoto tem como Hobby andar de Kart (coisa bem cara), provavelmente é rico. E qual é a diversão principal de garotos pobres e remelentos? Pipas!!
Apesar de eu ficar devendo dados estatísticos*, a Pipa é obviamente a principal diversão de garotos na periferia: é barata de se construir e só precisa de um pouco de vento pra funcionar. O uso de Cerol também é lugar comum na vida desses garotos (já que propicia um pouco de competição e emoção em algo que, a principio, é bem maçante). O uso de cerol provoca muitos acidentes, mas a maioria das crianças que o usam ignoram tal fato ou fazem vista grossa a ele (é praticamente a única diversão que eles tem, e não vai ser fácil convence-los a abandona-la).
Há uma ironia cruel em um garoto de classe alta (Eloi) sendo ferido pelo principal meio de diversão das crianças pobres (morlocks)...

Ao contrario de alguns colegas marxistas (não todos), não sinto prazer nenhum com o derramamento de sangue de “crianças burguesas” (não acho que o garoto que se feriu com cerol “mereceu” sua sina). Também não tenho a ilusão de um futuro onde não haja classes sociais. Mas, ainda assim, Tenho esperança em um mundo mais justo – onde existam sim diferenças sociais entre as pessoas, mas estas não sejam tão gritantes quanto as que ocorrem “hoje”.
Enquanto isso, vivemos em um mundo onde criança nenhuma esta efetivamente segura... com a diferença que as “crianças morlock”, quando vitimadas pelo destino, geralmente morrem antes mesmo de serem atendidas - e que suas histórias (sem final feliz) não costumam cair tão bem na grade dominical.


* por falta de estatística, tenho conhecimento empírico de sobra: minha namorada mora na periferia de Ibirá (não é a mesma coisa que uma periferia mesmo, mas dá pra tirar uma base) e ano passado dei aula na periferia de catanduva (nota morbida adicional: o irmão de um dos alunos morreu atropelado ao correr atrás de uma pipa).

PS1: Uma outra boa obra sobre luta de classes é o filme brasileiro “O invasor”.

PS2: esse blog continua em manutenção parcial.

PS3: curiosidade Nerd - o cara que inventou o polígrafo também é o criador da Mulher Maravilha!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Psicopata Americano – Uma análise da personalidade de Batman


Quem tu chamou de Psicopata?!!heim?!!

Observação: O texto a seguir se baseia em observações e opiniões minhas, e pode causar polemica entre alguns fãs (xiitas) do Homem-Morcego. Apenas como atenuante, gostaria de lembrar que ele é um dos meus personagens favoritos (juntamente com Demolidor e Kenshin Himura), a ponto de eu ter feito minha monografia de Ciências Sociais sobre a mini-série “O cavaleiro das Trevas” (em breve disponível no Blog).
Basicamente, o que fiz foi colocar “o morcego no divã”. Apesar de não ser formado em psicologia, acredito conhecer o suficiente sobre a alma humana (e sobre o personagem) para palpitar a respeito...
Na vida real, é extremamente difícil definir alguém. As pessoas são bastante complexas e geralmente dispomos de poucas informações sobre elas. No caso de Batman, temos uma vantagem: como é um personagem, temos bastante informação acerca de sua vida. Mas apesar do extenso material disponível sobre o personagem, me baseei principalmente nos “quatro evangelhos canônicos” do Morcego (“O Cavaleiro das Trevas”, “Batman – ano um”, “A piada mortal”, “Asilo Arkham”) e em um apócrifo (“O longo dia das Bruxas”).
Resolvi separar os tópicos pelo método “perguntas e respostas”, pois creio que fica mais fácil o entendimento assim. Boa leitura!!

Qual é a natureza da personalidade de Bruce?

Primeiro fato a se constatar: Bruce tinha uma natureza agressiva antes mesmo de seus pais serem mortos. Na cena em que persegue o coelho antes de cair na caverna isto é evidente (DK1). Ele possui um temperamento e uma sede de vencer característicos de "agressividade". Quando digo isso não quero dizer que ele era uma pessoa propensa a “sair dando porrada” nas pessoas, que era um “projeto de Brucutu”. A agressividade a que me refiro não é necessariamente física, e não necessariamente ruim. “Agressividade” no contexto que proponho é mais como um “impulso” para a vitória (custe o que custar), obstinação, implacabilidade - Aos iniciados em política ou direito, bastante similar ao conceito maquiavélico de virtú.
Se seus pais não houvessem sido mortos e Bruce tivesse tido uma vida normal, é bem provável que ele acabasse como um desses executivos obstinados, como um negociador da bolsa de valores, ou em cargos de gerencia, onde costumeiramente os talentos intelectuais de bruce – juntamente com sua “agressividade”- o tornariam muito apto a exercer este papel com brilhantismo. Ou pode ser - na pior das hipóteses - que ele tivesse se tornado o que é costumeiramente chamado de “psicopata Corporativo”, alguém que se empenhasse em sempre ser o melhor e em conseguir o que quer – não importa quem ou o que atravessasse seu caminho.
Quando seus pais foram mortos diante de seus olhos, a agressividade de Bruce tomou outros rumos, mais sombrios. O menino Bruce se tornou o "homem" Bruce de maneira repentina, sem a devida preparação... ele se ergueu da calçada transformado em outra pessoa, uma pessoa em que essa agressividade estivesse mais aflorada - pois ela seria necessária para lidar com a nova situação, para mantê-lo em pé...
Da mesma forma que uma vida normal poderia se encarregar de amenizar este traço de personalidade, o trauma a ampliou-a significantemente, acrescendo doses de raiva e medo.
Também convém citar os quadrinhos iniciais de “O Cavaleiro das Trevas”, onde Bruce participa de uma corrida de carros. Como Batman havia deixado de “existir”, seu alter ego precisava desviar sua agressividade pra outras atividades, como a citada corrida (que ele transforma numa questão de vida ou morte).

Quem é Bruce Wayne?

Bem, vamos começar de maneira simples, para depois aprofundar: o que define, basicamente, Bruce Wayne, são 3 pontos: 1 - sua personalidade natural (agressiva, citada acima), 2 - o convívio com seus pais, 3 - a morte dos mesmos.
Muito bem. Depois que seus pais morreram, Bruce, profundamente abalado foi até o tumulo deles e jurou “livrar esta cidade do mal que ceifou suas vidas”. Pode parecer que não, mas esse é o ponto crucial das atitudes do Batman... Mas estou adiantado demais! precisamos voltar um pouco mais atrás, nas personalidades de Thomas e Martha Wayne...
Thomas é um medico, e para ele nada é mais sagrado que a vida. Por isso ele escolheu como oficio uma profissão que vise salvar pessoas. Você pode pensar “mas é pelo dinheiro!”, mas na minissérie “o longo dia das bruxas” o chefe da família Falcone leva seu filho baleado para Thomas, que não o deixa morrer (como muitos deixariam, já que o sujeito “não presta”), mas o salva - sem receber pagamento (de qualquer tipo). Esta cena define bem o pai de Bruce: alguém que defende o american way básico, os ideais de justiça, honestidade e liberdade, mas que considera que uma vida - qualquer uma - esta acima disto. Outro ponto a se notar é a maneira com que interage com Bruce: ele é um pai austero, mas carinhoso.
Martha é o exemplo de mãe perfeita. Atenciosa e carinhosa, ela faz o perfeito contraponto a figura um pouco mais sisuda de Thomas. Sua família é seu bem mais precioso, e ela compartilha do mesmo amor a vida que seu esposo.
As coisas mais importantes para Bruce são as pessoas descritas acima. Elas são o seu alicerce, e tudo o que ele é se deve a elas. Quando estas pessoas morrem o mundo de Bruce desmorona. É ai que voltamos a cena do juramento...
O que bruce faz lá não é uma promessinha a toa, como a maioria das pessoas estão acostumadas. Seus pais são o que lhe é mais sagrado, e estes lhe ensinaram que promessas são importantes. E Bruce dedicara cada fibra de seu ser - e pagará qualquer preço - para honrar sua palavra.

O que leva um milionário a se vestir de morcego?

Pense bem: Bruce realmente precisaria sair a campo pra cumprir seu juramento? Claro que não!! Ele é rico, ele poderia fazer isso de “trocentas” maneiras, sem precisar tirar o traseiro de seu sofá do séc XVIII.
Nas historias vemos ele usando alguns desses métodos alternativos. O principal envolve a doação de dinheiro a instituições de caridade (que diminuem problemas sociais, e por conseqüência o crime) e penais (que coíbem novos crimes). Ele poderia ir ainda mais longe e financiar uma milícia particular pra combater o crime (de certa forma, ele faz isso também...). Então por que raios ele arrisca o próprio couro toda santa noite? Resposta: porque ele quer!
Ao combater o crime como Batman, Bruce não esta apenas cumprindo o seu juramento, ele também esta descontando sua raiva.
Basicamente ele sai, todas as noites, pra castigar pessoalmente os criminosos. Mais do que isso, creio que ele também faz isso pra se castigar. Sei que isso vai fazer muito fã querer minha pele, mas acredito que o que Bruce faz todas as noites também seja claramente um “ritual de auto-flagelação”. Calma que isso vai ser melhor explicado depois...

Por que escolher um morcego como símbolo?

Quando pensava em uma maneira de intimidar criminosos, um morcego atravessou a janela do lugar onde Bruce estava. Ele se lembrou de que quando era um garoto ele caiu na caverna abaixo da casa e ficou aterrorizado com os morcegos que voavam em sua direção. Ele decidiu se tornar parecido com aquilo que o aterrorizou quando criança, para causar terror enquanto adulto (naqueles que merecessem, claro).
Essa resposta parece obvia, mas significa bem mais do que aparenta. Vamos ir a fundo nas questões que ela implica...
Vamos emendar outra pergunta: O que mais aterrorizou o pequeno Bruce Wayne? Resposta: não, não foi um morcego! foi um criminoso, aquele que matou seus pais diante dos seus olhos!!
O fato é que, pra combater o crime, bruce precisou se tornar alguém quase tão ruim quanto aqueles que combate. Ele essencialmente é um criminoso também: age a margem da lei, tortura, usa armas ilegais, abusa de violência física e psicológica pra conseguir seus objetivos. Ao escolher o morcego como símbolo ele não estava apenas achando um meio de “intimidar criminosos”, ele estava se tornando aquilo que temia!!
Ele escolheu a aparência de um monstro, mas não o é. Ele também usa métodos que o aproximam de um criminoso, mas luta pela justiça. Para enfrentar seus medos, Bruce se apoderou de parte do que eles significavam.

Por que ele não mata?

Esta é provavelmente a seção mais ampla de todas as respostas. E, creio também, a mais complexa. Sabemos que - para poder cumprir seu juramento - ele teve que se aprimorar, evoluir... Enquanto permaneceu sob a tutela de Alfred ele aprendeu o que foi possível sobre o crime e maneiras de combatê-lo, mas nada excepcional. Ele precisava de autonomia para se aprimorar, e obteve independência. Com isso ele poderia rodar o mundo em busca de conhecimento, e obter contato real do perigo. Aqui chegamos ao ponto que interessa. Bruce aprendeu tudo o que podia sobre ser um guerreiro, inclusive técnicas que matam oponentes. Ele se tornou um “assassino potencial” (talvez o mais hábil deles).
A natureza agressiva, e o trauma da morte dos pais geram um imenso impulso assassino. É o desejo de aplicar a punição suprema, de livrar definitivamente a sociedade de quem não é digno de permanecer nela, de ser “carrasco”. Vendo todos esses aspectos a respeito de Bruce, parece até absurdo que ele não tenha executado um criminoso ainda (principalmente psicopatas do quilate do Coringa).
O fato é que algumas vezes ele quase perdeu o controle, mas algo mais forte o segura: o exemplo de seus pais e seu juramento. Se ele matar um criminoso, por pior que este seja, ele estará se tornando também um assassino - isto é parte do mal que jurou combater. Estará traindo a si próprio, e manchando a memória de seus pais.
Também sobre isso, é bacana como os sentimentos de Bruce andam em “círculos”: a perda dos pais o faz ter ódio de criminosos a ponto de querer mata-los; mas seus pais não aprovariam essa atitude, que força-o a frear esse impulso; ele se lembra que pessoas tão nobres foram tiradas dele, e isso lhe causa ódio... assim sucessivamente, como uma bomba prestes a explodir que sempre é “desligada” no final, mas recomeça imediatamente sua “contagem”.

Alem disso, há algo mais que freia seu impulso assassino. De fato, o que mais aterrorizou Bruce em sua infância não foram morcegos e criminosos, mas a própria morte em si. A morte é o que mais assusta Bruce, o que ele mais teme. Por mais que ele odeie criminosos, ele odeia acima de tudo a morte.
Esse é o aspecto que acho mais bacana no personagem: seus sentimentos conflitantes sobre “matar ou não matar”. São sentimentos complexos, que envolvem diversos fatores emocionais e racionais. E isso é uma das coisas que tornam o personagem tão rico!!

Por que existem os robins?

Os Robins sempre foram um fator polemico nas historias do Batman. algumas pessoas gostam, pois é parte da mitologia do homem-morcego; outras pessoas detestam, pois acham que ameniza o tom sombrio que as historias (e o personagem) deviam ter. Eu, particularmente, acho que o “Robin”(qualquer um dos), quando aproveitado de maneira correta, é um ótimo personagem, e como vocês verão abaixo, pode até acentuar o tom sombrio do Batman...
Ao contrario do que as más línguas falam, não existe nada de “michaelJacksonzismo” nos motivos que levam Batman a adotar crianças em sua guerra ao crime. O motivo real é mais complicado de explicar, mas vamos lá: Quando seus pais morreram, o que Bruce queria fazer imediatamente é caçar o criminoso, mas é claro que isso não era possível, pois não tinha habilidades necessárias para faze-lo. Ele teve que esperar muitos anos, que foram necessários para que estivesse apto a exercer a atividade de “justiceiro”. Ao convocar crianças como aliados, crianças estas que já presenciaram tragédia similar a sua, ele espelha nelas os seus desejos de jovem - que era “imediatamente” reagir perante a morte de seus pais. Ele realiza seu sonho de infância nestes garotos, dando a eles a oportunidade que ele próprio queria ter tido.
Existem outros pormenores nessa questão, que ficarão mais evidentes nos tópicos sobre os Robins...

Por que houve desentendimentos entre Batman e Dick Grayson (o 1º Robin)?

Se você leu a resposta da pergunta acima, saiba que ela é um dos maiores motivos. Em suma: Dick queria um pai, Bruce queria um soldado (porque você acha, que em meio a tantos órfãos no mundo, Bruce adotou um moleque com habilidades acrobáticas e uma tragédia envolvendo o crime? :P).
Dick é uma pessoa que também ansiava por justiça, mas não em tons tão negros quanto os de Batman. Sua personalidade não é agressiva como a de seu tutor (pessoalmente, acho que ela se parece mais com a de Clark Kent). É ai que começam os desentendimentos: Dick discorda dos métodos excessivamente violentos que Batman emprega em sua “guerra”, Bruce se decepciona com a falta de “vigor” com que seu pupilo encara a sua atividade noturna. A verdade é que Dick se parece mais com uma pessoa comum, ele lamenta a morte dos pais, mas o sentimento que brota disso é compaixão (e não raiva, como no caso de Bruce). Ele não é “Robin” para castigar o mundo, e sim para evitar que outras pessoas sofram. Ele não tinha o desejo de ficar remoendo o passado, e viver num eterno luto como bruce: ele só queria seguir com sua vida (o que restou dela), achar um novo lar, ter um novo pai, ser apenas um moleque comum. O problema é que um pai comum era tudo que Bruce não era, e com o tempo as diferenças entre ambos ficaram mais evidentes, provocando uma ruptura da parceria - e uma relação tempestuosa que volta e meia explode em agressões mutuas.

O que levou Batman a recrutar o 2º Robin, Jason Todd?

Apesar do evidente despreparo para assumir a função, Bruce aceitou Jason como parceiro e aprendiz. Ele fez isso por alto grau de identificação: é provável que se não fosse rico bruce se parecesse muito com o moleque que teve a audácia de tentar roubar as rodas do batmovel. Imaginar isso não é difícil, é só atentar para os traços de personalidade dos dois. Só para lembrar, o que define batman, em suma, são três pontos: sua personalidade, seus pais, e a morte de seus pais. O primeiro diz respeito a maneira como ele reage as coisas. O segundo são seus exemplos de conduta, que direciona a maneira como ele reage. O ultimo define um propósito de vida, decorrido de um trauma. Tood tem em comum o 1º e o 3º ponto.
O que mantém Batman na linha, que faz com que ele não sucumba a seus instintos agressivos (principalmente ao seu desejo de ser carrasco), é o segundo ponto.
Jason não teve esse exemplo, sua família era desestruturada, e ele não teve contato com os princípios que ajudaram a moldar bruce. E em parte é devido a sua condição social. Tood é claramente a versão “pobre” de um Bruce adolescente.
Mais do que adquirir um novo parceiro, Batman queria dar uma chance de redenção àquele garoto. De certa forma, foi a vez em que batman mais cedeu em seu caráter “punitivo”: Ele estava oferecendo reabilitação ao invés de retaliação.
Mas as coisas não são tão simples assim. A personalidade de Jason já estava estragada demais, e não havia muito o que fazer. Conforme progredia sob a manta de Robin, Jason ficava cada vez mais prepotente e agressivo. Ao contrario de Bruce, que em seu processo de aperfeiçoamento aprendeu a conter seus instintos, Jason os aflorava cada vez mais, caminhando para a autodestruição.
É claro que o novo Robin era uma fraqueza evidente para o Batman, e o Coringa não deixou de perceber. Ele se aproveitou das falhas na personalidade de Jason pra atraí-lo a uma armadilha, onde o 2º robin encontrou sua morte.
Depois da morte de seus pais, este foi o evento mais traumático com que bruce já lidou. E de longe, a maior derrota de Batman. Não foi a penas o jovem Jason Tood que morreu, mas um grande pedaço do lado “esperançoso” de Bruce...


Bruce carrega algum sentimento de culpa ou medo?

No recente Batman Begins, talvez para criar uma certa simpatia com o personagem central (ao estilo marvel), Bruce possui um sentimento de culpa em relação a morte dos pais. Quem já leu os quadrinhos sabe que isso é puro “hollywoodnismo”.
Mas não é necessariamente falso o conceito de culpa e medo em Bruce. Lembram do “Cavaleiro das Trevas”? quais eram os únicos momentos em que Batman não estava confiante, inflexível e prepotente? Resposta: quando ele estava “perdendo” uma luta.
Nota-se no personagem um receio absurdo de parecer ou ser fraco. E eu livremente associo isso a um sentimento de culpa (intricado de maneira mais inconsciente no personagem). O que da maior prazer ao Batman é ser forte e ameaçador – e principalmente poder exercer essa força e ameaça.
Numa interpretação livre, especulo que o personagem carrega um sentimento de culpa por ter sido fraco quando seus pais morreram. É claro que isso não possui nenhum aspecto lógico (um garoto não poderia nunca impedir o assassinato dos pais por um bandido armado), mas traumas não precisam de lógica para existirem.
O medo de Bruce é justamente parecer ou ser fraco. Na noite em que seus pais morreram, Bruce se sentiu extremamente fraco, impotente , vulnerável... e provavelmente jurou a si mesmo nunca estar novamente em posição similar. Sendo assim, Bruce é obcecado pela sua própria força e potencial, dedicando-se a atingir todos os limites possíveis a um ser humano (intelectuais e físicos).
Não é apenas isso. Se lembram que comentei acima que Bruce provavelmente sai pra se castigar enquanto castiga criminosos? Isso esta intrinsecamente ligado ao sentimento de culpa por “ter sido fraco”. Batman gosta de espancar, torturar, aterrorizar... e ele também adora enfrentar um oponente perigoso e mostrar pra ele que ele agüenta todo tipo de “porrada”. Ele adora levar um soco bem dado e saber que pode resistir a isso!! Ele adora ser torturado e saber que isso é pífio para ele!! Ele possui uma relação dúbia com a dor, onde sentir (e vencer) a mesma acaba resultando em “prazer”, o prazer de ser "forte"...
Nota: se você é um nerd bravinho que não gostou de ler sobre isso, recomendo reler todo o “Cavaleiro das Trevas”...

Porque seus relacionamentos são tão instáveis?

Quem conhece o personagem deve notar que seus relacionamentos (de qualquer espécie) geralmente acabam mal, e que Batman muitas vezes é ríspido até mesmo com pessoas que ele ama muito (como o Mordomo Alfred, praticamente seu pai adotivo). Apenas sua personalidade naturalmente “agressiva” não é suficiente para explicar isso...
O fato é que tal atitude é extremamente defensiva. Não é que ele não se importe com as pessoas, mas ele evita se importar (ou demonstrar que se importa). Sua intenção é evitar aproximações. Ele faz isso basicamente por três motivos: 1- ele quer evitar sentir novamente a dor de perder alguém que ama (não se esqueçam que o evento mais importante e traumático de sua vida foi a morte dos pais); 2 – ele quer evitar provocar a mesma dor de perda em terceiros se algo acontecer com ele (por isso ele faz questão de ser “chato”, causando natural antipatia nas pessoas - evitando assim que estas se importem com ele); 3 – Sua obsessão com o combate ao crime exige constante distanciamento emocional. É natural que ele “atropele” suas relações pessoais para dar vazão a sua “mania” de combater o crime.
Quanto ao terceiro ponto, não consigo deixar de estabelecer uma relação com outro famoso detetive: Sherlock Holmes. Para quem já leu as aventuras do detetive mais fodão do séc.XIX, deve lembrar que ele evitava qualquer tipo de relacionamento por acreditar que eles seriam um obstáculo a sua impressionante frieza e dedução lógica (essenciais para um bom detetive). Não quer dizer que ele fosse “gay”, mas sim que ele se absteve de uma vida pessoal para dar vazão a sua obsessão. Também vale lembrar os clássicos detetives da literatura e cinema noir (como os personagens de Dashiell Hammett e Raymond Chandler), que mantinham uma vida pessoal instável em nome do combate ao crime.
Pessoalmente, considero o Batman ideal justamente essa figura sisuda e "assexuada" citada acima. Detesto roteiros (e principalmente os filmes) onde “empurram” o Morcego para algum rabo de saia “amor de infância” ou coisa do tipo. Esse perfil raramente combina com o “Batman ideal”, e considero tais histórias um desrespeito tremendo com a essência do personagem. O problema é que a malfadada fama de “gay” atribuída ao Batman geralmente força os roteiristas a seguirem tal caminho. Também não estou dizendo que o personagem não deveria se envolver com mulheres: acho apenas que isso deveria ocorrer com menos freqüência e passando longe do padrão “morcego apaixonado”. Detetive noir bom mesmo é aquele que até transa (ou usa) as mulheres, mas passa longe de se apaixonar com elas...



Bem galera, era basicamente isso. Alguns outros pontos e raciocínios meus a respeito do morcego estou guardando para a futura postagem do resumo da minha monografia, bem como outros artigos sobre o Morcego que breve aparecerão aqui. Abraços!!

PS: O desenho que ilustra a matéria é meu. resolvi usá-lo para vocês não pensarem que a única coisa que sei desenhar são minhas charges mal-rabiscadas :P

sábado, 7 de abril de 2007

Humor: Enlouquecendo sua psicóloga



A idéia para esse manual surgiu de modo inocente. Um amigo meu, vitima das perturbações da vida moderna, estava freqüentando uma psicóloga. Ao saber disso, sugeri que ele dissesse a ela o texto do Cartum acima, ao qual havia bolado há pouco tempo.Ele adorou a idéia, e fez o que sugeri. Mas a idiota da psicóloga não entendeu como uma simples piada, entendeu como uma provocação, e deu uma longa resposta para o meu amigo dizendo “todo mundo tem dois lados, um lado bom, e um lado ruim,um lado saudável, e um lado doente...”(ela disse mais coisas, mas não prestei muita atenção – não tenho paciência para narrativas muito extensas) , e o recado principal, que ela não havia gostado, estava dado. Eu pedi que meu amigo respondesse a ela (com: “meu amigo mandou dizer que o lado bom dele pede as mais sinceras desculpas por sem querer ter feito uma provocação à senhora, já o lado ruim te mandou a merda...”), mas acho - por motivos óbvios - que ele acabou não respondendo.

Foi ai que cheguei a esta idéia: os psicólogos, psicoterapeutas, psicanalistas, (e todos esses caras com “psi” no começo), faturam uma nota preta para julgar as nossas atitudes e nos dizer o que fazer da vida (isso minha Mãe já faz de graça pra mim :P), e, partindo-se do principio que aqueles que freqüentam os mesmos são uma classe oprimida, criei este magnífico manual para que - finalmente - a vingança (!Viva la revolution!) se realize! Com vocês o ...


Manual pratico de como enlouquecer sua Psicóloga(o)


■ Chegue atrasado a seção, todo sujo de terra, e com algumas manchas vermelhas na camisa e diga: “ Desculpe o atraso, é que eu estava acabando de enterrar o corpo da minha namorada” ou “Desculpe o atraso, é que eu estava combatendo os marcianos”


■ Quando ela estiver te falando algo, interrompa bruscamente colocando as duas mãos na cabeça e dizendo “Silencio!! As vozes na minha cabeça estão me dizendo alguma coisa...”


■ Chegue na seção fingindo-se de mau humor e Xingando tudo e todos, quando ela finalmente te dizer que você “precisa aprender a controlar seu comportamento anti-social ” (ou alguma coisa parecida), responda “não vai ser uma piranha vadia que nem você (ou "uma bicha enrustida que nem você" ) que vai me dizer o que eu devo fazer da minha vida”, após dizer isso levante-se bruscamente e saia batendo a porta.


■ Se ela disser que você tem tendências homossexuais, responda: (se ele(a) for do mesmo sexo) “é verdade doutor(a), na verdade essas seções eram a penas uma desculpa para me aproximar de você, pois desde a primeira vez que te vi me apaixonei...” ou (se for do sexo oposto) “é verdade doutor(a), só comecei a vir aqui para tentar me aproximar de você, eu e sua(seu) filha(o) estamos namorando...” (se ele não tiver filha diga que esta saindo com a irmã, a namorada, a esposa, a mãe, sei lá... vale tudo)


■ Chegue no consultório, olhe para uma foto que pareça ser da família do psicólogo (não importa quem esteja na foto –vale até o cachorro ou o gato), pergunte quem é, após ouvir a resposta pronuncie “Uau!! Que tesão, heim!!!”

■ Vá a sessão com alguma camiseta com símbolo de super herói abaixo de sua roupa comum e anuncie: “não posso demorar muito hoje, estou com o sono atrasado e a noite eu tenho que combater o crime...”


■ Se ele disser que você tem um comportamento infantil, comece a bater o pé e a negar, depois faça um berreiro e saia correndo do consultório.


■ Faça um longo monologo (em tom choroso) descrevendo como foi traumático ver a mãe do Bambi morrer ou como você ficou triste quando seu pai jogou fora por engano sua coleção de figurinhas de futebol.


■ Diga que se recusa falar qualquer coisa dentro do consultório enquanto o espírito da princesa Diana, do Elvis e aquela velha esquisita segurando a própria cabeça não saírem de lá.


■ Diga que demorou porque foi abduzido por extraterrestres na noite passada, e não conseguiu acordar no horário hoje porque ainda não se acostumou com o chip que eles implantaram no seu cérebro.


■ Diga que ela o está o deixando nervoso, após isso faça uma imitação do incrível Hulk e comece a quebrar tudo.


■ Se ela tiver um aquário na sala de espera, dê sumiço em alguns peixes. Pouco antes de abandonar o consultório diga “o aperitivo na mesa ficaria bem melhor se você deixasse um vidro de Shoyu pra gente poder temperar”.


■ Diga que veio do futuro com a missão de destruir as maquinas antes que elas dominem a terra, após dizer isso ataque ferozmente qualquer objeto eletrônico a vista.


■ Se ela(e) te perguntar quem a indicou responda: “O espírito do seu tataravô me visitou ontem e pediu para eu vê-la” ou “foram os duendes imaginários da minha cabeça que indicaram você”.


■ Diga que só aceita entrar na seção se seu cachorro imaginário puder entrar junto.


■ Leve um amigo seu amarrado a uma coleira, e quando ela disser “ah...já sei!ele pensa que é um cachorro!” você responde “mas é claro que ele é um cachorro!!.Que tipo de veterinária é você?!!”.


OBS: As ações descritas aqui não foram feitas para serem seguidas, tendo um caráter apenas satírico. Avisamos que a pratica das mesmas podem resultar em morte, fraturas, perda de namorada e amigos, prisão, ou ainda pior: no devido encaminhamento a um psiquiatra!!